
Desculpa Raquel, mas depois que eu li seu bilhete de suicídio eu pensei "preciso publicar isso no blogue". Se você ficar puta comigo pode me mandar um e-mail e eu retiro. É que eu achei hilário demais para ficar só na minha caixa de entrada.
Depois de uma semana inteira na companhia de George Orwell, Luigi Pirandello e Clarice Lispector, a estudante Raquel Caldas Mendonça suicidou-se na tarde de hoje por ter sido obrigada pelo namorado a ler "Homens são de Marte e Mulheres são de Vênus", do americano John Gray. Na carta suicida, endereçada ao amigo Wellington Almeida, a jovem confessou que assim que abriu o livro sentiu-se mal e que um incontrolável instinto suicida se apoderou dela, tamanha filosofia barata. "Ele me obrigou Well, e eu acabei comprando o livro! 12 euros! 12 malditos euros que eu podia ter gasto comprando Dostoiévski ou Camus, mas não! ELE me obrigou a ler auto-ajuda." A jovem será cremada e suas cinzas enviadas ao Brasil. Como último pedido, solicitou que suas cinzas fossem jogadas em cima da cripta de Carlos Drummond de Andrade. O namorado rock star disse através da sua assessoria de imprensa que vai tentar ler o "Livro do Desassossego", do poeta português Fernando Pessoa, como forma de redimir-se da culpa eterna.
Reuters



















